Sihem Bensedrine

Sihem Bensedrine

Tunisia

Sihem nasceu em La Marsa na Tunísia e foi para França para estudar na Universidade de Toulouse, onde se formou em Filosofia.

A partir de 1980 tornou-se repórter, editora-chefe e chefe-literária de diferentes revistas e jornais. Em 1998, fundou o Conselho Nacional pela Liberdade na Tunísia (CNLT), do qual se tornou a principal porta-voz.

A partir de 1999 ela e as suas empresas foram sujeitas a inúmeras ações policiais e judiciais, incluindo confisco e destruição de propriedade e uma campanha de difamação pessoal na qual ela foi retratada como prostituta, por causa da sua liberdade de imprensa e atividades em prol dos Direitos Humanos.

Em 26 de junho de 2001, Sihem foi presa no aeroporto de Túnis-Cartago após uma entrevista na televisão em que denunciou os abusos dos Direitos Humanos, incluindo o uso sistemático de tortura e a ampla corrupção judicial. Foi acusada de espalhar "falsas notícias com o objetivo de perturbar a ordem pública", "difamação" e "minar a instituição judicial". Em 10 de julho de 2001, Bensedrine recebeu o "Prémio Especial por Jornalismo sobre Direitos Humanos sob Ameaça" da Amnistia Internacional UK Media Awards. Em 12 de agosto, Sihem foi libertada por causa do amplo apoio, tanto na Tunísia quanto no exterior, particularmente em França.

Desde então que tem sido homenageada com inúmeros prémios, como reconhecimento da sua coragem em defender e promover a liberdade da imprensa, do seu compromisso inabalável com a causa da democracia e pelos seus esforços em organizar redes entre ativistas de Direitos Humanos no mundo árabe.

Desde 2014, Bensedrine chefia a Comissão de Verdade e Dignidade na Tunísia, uma comissão constitucional encarregada de ouvir testemunhos de vítimas de tortura e corrupção sancionadas pelo Estado entre 1955 e 2011.